REFLEXÕES SOBRE O USO DA TECNOLOGIA EM SALA DE AULA.
Atualmente o
papel do professor é de mediador entre as informações existentes, as já concebidas pelos jovens e as que serão
anexadas a sua rede de saber. A
tecnologia deve estar presente diária e constantemente, pois a aula: giz/lousa/apagador/professor/caderno
e aluno não tem significado para nossos
jovens. Não defendo a extinção da lousa
e dos cadernos. Defendo o uso do data show como material de apoio, de exposição
de imagens e também de desafios. Os
computadores como fonte de pesquisa, mas trabalhos diferentes para cada grupo
para estimular a curiosidade. Até mesmo
o celular (proibido por lei) se bem planejada a aula pode ser usado num
determinado momento como fonte de pesquisa.
O professor pode desafiar os
alunos com questionamentos interessantes, deixando-os extremamente curiosos
para descobrir e sugerir uma pesquisa rápida na internet pelo celular (deixando
claro que esta atividade deve ser bem planejada, combinada com a coordenação e
direção escolar). Os notebooks e suas
novas versões também podem ser instrumento de aprendizagem. O que nós professores precisamos mudar
definitivamente é que só o uso do livro didático (ou apostila), a lousa e o caderno é muito pouco para o
mundo cheio de tecnologia que
vivemos. Criamos uma falsa expectativa: “o
jovem sabe fazer tudo na internet, pois passa à noite toda lá!” Grande equívoco. Nosso jovem, troca mensagens, ouvi música e
assiste à filmes. Mas pesquisar em
fontes confiáveis, saber separar as informações, não apenas copiar e colar, ler
e interpretar, são habilidades que nós professores devemos desenvolver nestes
jovens que serão os adultos de amanhã.
Serão a próxima geração de
trabalhadores. Cabe ao professor ensiná-los a como fazer determinadas
perguntas no Google, como construir textos digitais, usar imagens, anexar
gráficos, etc. Enquanto alguns acreditam
que a culpa está no aluno e ficam parados no tempo, nosso tempo agora é virtual
e está na ponta dos dedos. Vamos mudar a
nossa prática para desenvolvermos habilidades e competências básicas exigidas
pelo mundo “mais que moderno”.
Simone Dezani
Concordo plenamente com a professora Simone. Também acredito que as novas tecnologias devem ser levadas à sala de aula já que elas fazem parte da vida do aluno fora da escola e não podemos criar essa barreira (ou reforçá-la) daquilo que é permitido "dentro da escola" e o que só pode "fora da escola".
ResponderExcluirNesse caso corremos o grande risco de tornar a escola um ambiente chato, monótono e sem dinamismo enquanto o "fora da escola" mostra-se muito mais interessante.
Nesse sentido, no ano passado tive uma experiência muito bem sucedida na formatação de um Blog com alunos da 7ª série. Os alunos mostraram muito interesse nas atividades e participavam pela internet em casa, já que esta é uma realidade muito presente em seus cotidianos.
Elenilson Mazari.