quinta-feira, 12 de abril de 2012




MINHAS MEMÓRIAS DE LEITURA

Olá, colegas!
Ao procurar em minha memória as lembranças mais remotas de leitura, volto à idade em que ainda não estava alfabetizada e tinha muita vontade de aprender a ler. Ficava horas com um livro na mão folheando-o e imitando meu pai que era um leitor compulsivo, atravessando noites com suas leituras. Eu fingia que lia e pensava comigo: o que será que tem dentro dos livros para que as pessoas fiquem tanto tempo olhando para eles? Lembro-me também de uma outra fase, o início da adolescência em que eu adorava ler fotonovelas e trocava com minhas colegas de escola, mas lia escondida porque meu pai achava que essas não eram boas leituras. Já no período do ginásio (eu sou desse tempo), lia os clássicos da literatura e devo dizer que não gostava muito, acho que não compreendia e não tinha maturidade para compreender um Cortiço, por exemplo. Somente quando fui para a faculdade é que passei a realmente gostar da literatura e quando na sala de aula como professora, li quase tudo que havia de literatura infantojuvenil na escola para motivar os alunos. Hoje estou numa fase em que ler para mim é viver.
Abraços,
Graça

3 comentários:

  1. Adorei suas memórias de leitura!

    Viver é bom, mas relembrar tem um sabor especial, pois tem uma carga de emoção que, junto ao distanciamento temporal, cria um novo momento, vivido no hoje. É o mesmo prazer que sentimos quando lemos: criamos mundos!!

    Clara

    ResponderExcluir
  2. Lindas lembranças, Graça!
    Como é bom buscarmos essas lembranças! Lendo as tuas, lembrei-me das minhas, quando ia do choro à euforia, vivendo as sensações de cada personagem... Na infancia sofria a cada capítulo de "Meu nome é esperança" e 'devorava' as páginas para ver o final! Muito bom!

    Silvana

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir