Compareceu no dia 07/07/2007 na Delegacia de
Polícia Civil 334 de Porto Encrenca, interior de São Paulo o Sr. João José Jorge Jaú Azarado, 33 anos, branco, brasileiro,
professor, portador do RG. 111.111.777-7,
CPF 77.777.777-7 residente a Rua dos Problemas nº 77, bairro Fim do Mundo, a fim
de prestar esclarecimentos sobre o
inquérito nº777-77, sobre a morte do senhor Perdido no Mundo. Foi perguntado ao
inquerido:
DELEGADO: Relate o que o senhor fazia no momento
da morte do senhor Perdido no Mundo.
JOÃO JOSÉ: Doutor, moro sozinho, por isso acordo bem cedo
para fazer todas as minhas obrigações. Sempre verifico duas vezes o relógio
para ter certeza que não estou atrasado, levanto-me, uso o banheiro para as “necessidades”,
escovo os meus dentes, mas hoje ouvi a campainha tocar.
DELEGADO: O que o senhor fazia exatamente no
momento em que a campainha tocou?
JOÃO JOSÉ: Doutor, isso me assustou, me enxuguei, sai do banheiro bem rápido e fui destrancar as
três fechaduras da porta de entrada.
DELEGADO: Três fechaduras?
JOÃO JOSÉ:
Sim, doutor, tenho muito medo de ladrão! Neste momento vi um homem
deitado na soleira, olhei para todos os lados e não tinha mais ninguém, achei
muito estranho. Abaixei-me para descobrir
o que estava acontecendo e percebi que o homem estava morto. Foi ai que liguei
para a polícia.
DELEGADO:
Vamos esclarecer melhor os fatos.
O senhor ouviu a campainha tocando e até abrir a porta não encontrou
mais ninguém?
JOÃO JOSÉ:
Exatamente doutor, só tinha o homem lá no chão deitado, com o rosto
virado para baixo e a roupa toda molhada, foi neste momento que resolvi tocá-lo
e descobri que estava morto.
DELEGADO: O
que fez após tocar a vítima?
JOÃO JOSÉ: Como disse ao senhor, entrei, peguei o
celular e ligue para a polícia informado o fato, por isso estou aqui.
DELEGADO:
Vamos retomar algumas ações
relatadas pelo senhor. Estava em sua residência, fazendo sua higienização
quando ouviu a campainha, ao abrir a porta encontrou o corpo da vítima. Nada mais a acrescentar?
JOÃO JOSÉ:
Não doutor, não sei quem é o homem morto, muito menos quem o matou, só
posso afirmar que sou inocente e a única prova que tenho é a minha palavra.
DELEGADO:
Bem, o senhor está dispensado por hoje,
quando houver necessidade será intimado para prestar novos
esclarecimentos.
JOÃO JOSÉ:
Muito obrigado, doutor.
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