domingo, 29 de abril de 2012

INTERROGATÓRIO SOBRE A MORTE DO SENHOR PERDIDO NO MUNDO.


Compareceu no dia 07/07/2007 na Delegacia de Polícia Civil 334 de Porto Encrenca, interior de São Paulo  o Sr. João José Jorge Jaú  Azarado, 33 anos, branco, brasileiro, professor,  portador do RG. 111.111.777-7, CPF 77.777.777-7 residente a Rua dos Problemas nº 77, bairro Fim do Mundo, a fim de prestar esclarecimentos sobre  o inquérito nº777-77, sobre a morte do senhor Perdido no Mundo. Foi perguntado ao inquerido:
DELEGADO: Relate o que o senhor fazia no momento da morte do senhor Perdido no Mundo.
JOÃO JOSÉ:   Doutor, moro sozinho, por isso acordo bem cedo para fazer todas as minhas obrigações. Sempre verifico duas vezes o relógio para ter certeza que não estou atrasado, levanto-me, uso o banheiro para as “necessidades”, escovo os meus dentes, mas hoje ouvi a campainha tocar.
DELEGADO: O que o senhor fazia exatamente no momento em que a campainha tocou?
JOÃO JOSÉ:  Doutor, isso me assustou, me enxuguei,  sai do banheiro bem rápido e fui destrancar as três fechaduras da  porta de entrada.
DELEGADO:  Três fechaduras?
JOÃO JOSÉ:  Sim, doutor, tenho muito medo de ladrão! Neste momento vi um homem deitado na soleira, olhei para todos os lados e não tinha mais ninguém, achei muito estranho.  Abaixei-me para descobrir o que estava acontecendo e percebi que o homem estava morto. Foi ai que liguei para a polícia.
DELEGADO:  Vamos esclarecer melhor os fatos.  O senhor ouviu a campainha tocando e até abrir a porta não encontrou mais  ninguém?
JOÃO JOSÉ:  Exatamente doutor, só tinha o homem lá no chão deitado, com o rosto virado para baixo e a roupa toda molhada, foi neste momento que resolvi tocá-lo e descobri que estava morto.
DELEGADO:  O que fez após tocar a vítima?
JOÃO JOSÉ: Como disse ao senhor, entrei, peguei o celular e ligue para a polícia informado o fato, por isso estou aqui.
DELEGADO:   Vamos retomar algumas  ações relatadas pelo senhor. Estava em sua residência, fazendo sua higienização quando ouviu a campainha, ao abrir a porta encontrou o corpo da vítima.  Nada mais a acrescentar?
JOÃO JOSÉ:  Não doutor, não sei quem é o homem morto, muito menos quem o matou, só posso afirmar que sou inocente e a única prova que tenho é a minha palavra.
DELEGADO:  Bem, o senhor está dispensado por hoje,  quando houver necessidade será intimado para prestar novos esclarecimentos.
JOÃO JOSÉ:  Muito obrigado,  doutor.

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